Mais sobre reality shows

big brother 3Reality shows são a derradeira tentativa da TV  ser, de algum modo, participativa – o que é absolutamente impossível, já que todo broadcasting é, por definição, centralizador. Isto por que a TV, por mais que queiram seus proprietários, jamais será colaborativa e/ou participativa de modo a incluir cada um de seus espectadores em seus desígnios (esta será, aliás, a causa de sua extinção nos próximos anos).

Reality shows falham sistematicamente em seu propósito não declarado de suprir continuamente novas celebridades. Vencedores do Big Brother não costumam lograr a grandeza sustentável de astros ungidos por outros modos de curadoria. Por produtores, suponho, na maioria dos casos. Pois foi, por exemplo, tão somente pela vontade de George Martin que os Beatles – e não outras tantas bandas juvenis provavelmente existentes na cena suburbana londrina de então – foram escolhidos para ter acesso às então caríssimas prensas fonográficas e programas de TV. Mas isto já é outra conversa.

Como dizia, reality shows apareceram com a desastrosa missão de prover à voraz cena do broadcasting um fluxo contínuo de novas celebridades. Que não se sustentam, todavia, após o fim do programa. Quando, então, vidas tidas como interessantes (ao menos por magos da TV) perdem todo e qualquer interesse para a maior parte da audiência tão logo deixam o ambiente privilegiado do espaço cenográfico.

Então vieram os especializados. Primeiro, os shows de calouros, como The Voice Brasil ou Superstar, que ainda não lograram, até onde eu saiba, revelar talentos sustentáveis como, por exemplo, no tempo dos festivais. Depois, alguém (preciso rastrear a origem do fenômeno !) se deu conta de que o que funcionava bem com microfones deveria também funcionar com panelas. Os concursos televisivos de cozinheiros foram uma decorrência natural. Assim como os de dança.

Já podemos estabelecer uma tipologia dos reality shows em razão do balanço que há, em cada um deles, entre a opinião popular e a de júris especializados. Nesta categorização, teríamos, de um lado, o grau máximo de concessão de poder à audiência (desconsiderem, por favor, o tremendo poder nas mãos dos produtores que escolhem os participantes do programa) em realities de confinamento como o Big Brother. Cujos produtores, inferimos, ousam confiar totalmente no discernimento de espectadores em se tratando de apreciação de vidas ordinárias (alheias, deve ser dito).

Em realities um pouco mais especializados, como os de música ou dança, produtores já não arriscam depender exclusivamente da avaliação popular, recorrendo, nestes casos, a um júri cuidadosamente designado, incluindo especialistas e profissionais reputados. São os casos dos júris em programas como The Voice Brasil, Superstar ou A Dança dos Famosos, cuja apreciação é balanceada com a avaliação popular.

Já os reality shows culinários são, presumivelmente, tidos por seus produtores como os mais especializados, posto que repousam exclusivamente sobre o julgamento de uns poucos especialistas, sem qualquer contraponto com um veredito popular. Acho isto muito estranho. Talvez, sei lá, por achar mais fácil cozinhar do que cantar. De sorte que, se a máxima participativa qualquer um pode [verbo no infinitivo], celebrizada em Ratatouille como qualquer um pode cozinhar  for verdadeira no que diz respeito ao canto ou qualquer outro fazer musical, tanto mais o será no que toca à arte das panelas. Talvez por isto não entenda todo esse hype em torno de bons cozinheiros. Ou chamem, se quiserem, de glamourização da culinária.

* * *

Atinente à minha má vontade em relação a reality shows de qualquer espécie (ok, aquele sobre a família que fazia motocicletas artesanais até que era bem legal – mas não havia nenhuma competição envolvida – os caras, só por fazer o que faziam, eram vencedores absolutos !), perguntei no facebook sobre a sina de vencedores históricos do Big Brother esperando respostas vazias. Quebrei a cara. Soube que, entre eles, há várias apresentadoras de TV e até um deputado federal. Chama a atenção, ainda assim, que a grande maioria perseguiu, quase sempre com êxito, o único propósito de enriquecer investindo o prêmio ganho no programa. É, pois, perfeitamente razoável considerar o gênero como um retumbante fracasso em seu propósito velado de produzir novas celebridades.

Se a mesma argumentação também vale para reality shows musicais e culinários, talvez ainda seja muito cedo para se dizer. Antes, será preciso saber quantos vencedores do The Voice ou Superstar efetivamente embarcaram em carreiras musicais, ou que vencedores do Masterchef lograram alguma permanência em programas culinários ou seus próprios restaurantes. Até lá, muito lixo ainda está por vir.

(repararam que os quatro mais populares reality shows possuem nomes em inglês ? Sei que, para assistir a alguns dele, pagamos royalties no exterior. Será o caso de todos eles ?)

Paneladas, telechefs e uma introdução aos reality shows culinários

Se isto fosse um texto semiótico, teria mais provavelmente como título algo como, por exemplo, Breve ensaio exploratório, praticamente um mapeamento de campo (mapa conceitual também é legal !), sobre as múltiplas interfaces entre a comida e sua imagem em mídias eletrônicas e anteriores. […] (Só não sei se, na web, alcançaria algum leitor com um nome desses…). […] Então, pelo sim, pelo não, em nome de qualquer possibilidade de interlocução com um leitor aleatório (por isso amo tanto a web !), é bom começarmos por algumas definições.

Panelada é todo aquele tipo de comida cujos ingredientes, após longo tempo de cozimento, se amalgamam de tal modo que quase não podemos distinguir uns dos outros. Pertence a esta categoria todo molho à base de carne, cebolas ou tomates, condimentado das mais diversas formas e servido acompanhado de amidos neutros como massas, polenta, arroz, batatas e afins. Talvez as paneladas mais populares sejam os ragús, tanto de nacos de carne de panela como porpetas (almôndegas) ou braciolas (bifes enrolados, mais comumente recheados de bacon, cenouras e pimentões).

Numa acepção mais ampla, incluiríamos, ainda, entre as paneladas, toda variação de ensopados e cozidos populares locais tais como, entre outros, a feijoada, o mocotó, risotos, guisados (ensopado com legumes ou como recheio (de abóboras, pimentões, escondidinhos e congêneres)), moquecas, rabadas, cassoulet, paella, puchero, kapuzta ou borscht.

Me afeiçoei ao termo panelada ao me deparar com ele numa coluna gastronômica que havia anos atrás na última página da Carta Capital. Nela, o crítico falava de uma confraria que explorava os mais obscuros recantos da cozinha paulista em busca da panelada ideal – que consistia, para alguns, num ragú servido sobre uma manta de polenta despejada numa superfície de mármore.

A comida de panelada pertence ao domínio da cozinha cotidiana familiar. Quando muito, do livro de receita. Com o advento de mídias visuais como o cinema e, especialmente, a televisão, a panelada mergulhou no ostracismo, ao nosso ver em razão de não ser, de modo algum, fotogênica. Senão, avaliem com seus próprios olhos.

chef 4
comida de chef ou designer
comida de panelada
comida de panelada

Já a expressão telechef, autoexplicativa, é aqui utilizada para designar todo cozinheiro a protagonizar programas de TV. Peguntei no facebook quais os principais. Me falaram de gente como Julia Childs (grande pioneira, vivida nas telas pela não menor Meryl Streep), brasileiros como Ofélia, Palmirinha e Chef Álvaro e gaúchos como Dona Mimi Moro, Aninha Comas e Rosaura Fraga. Adicionem à lista celebridades internacionais como Jeff Smith (1938-2004), apresentador do Frugal Gourmet na PBS (rede de TV pública norte-americana, mais ou menos nos moldes da BBC) de 1983 a 1997; nacionais como Olivier Anquier ou ainda locais como José Antônio Pinheiro Machado, mais conhecido como Anonymus Gourmet.

Dentre tudo o que rapidamente inventariei, o destaque absoluto vai para Zeloni Forno e Fogão. Sim, com ele mesmo, o ator da Família Trapo, que foi o primeiro homem a protagonizar um programa de TV culinário. No qual fazia comerciais ao vivo. Sério.

(pensando nisso, não há como não reconhecer que a qualidade da programação televisiva despencou muito com o passar do tempo…)

Talvez vários desses programas sejam para muitos de vocês, assim como para mim, absolutamente desconhecidos. Isto por que a popularidade de todo programa de TV é indissociável do grau de abrangência do meio no qual é veiculado. De modo que programas em rede nacional devem ser mais populares do que programas locais e programas de TV aberta devem ser mais vistos do que os que vão ao ar em canais por assinatura (seja ela a cabo ou por satélite). Será ? Não sei. Em tempos de canais globais e, sobretudo, de internet, não é seguro assumir qualquer premissa sobre a popularidade relativa entre quaisquer meios.

Suficiente, então, ante tais incertezas, termos em mente estarmos diante de telechefs de diferentes grandezas, em razão de por quantas pessoas são vistos ou pelas quais são conhecidos. Também é razoável supor que, dada a presença hegemônica de programas culinários em todos os meios televisivos, hoje qualquer pessoa conhece ou já ouviu falar de algum telechef. Ao ponto de podermos assumir também a premissa de que, se antes da televisão o conhecimento culinário era transmitido quase sempre na família ou por livros de receita, hoje a aquisição da habilidade com as panelas se dá predominantemente por imagens de cozinheiros em ação. E de comidas. Então, se no livro de receitas a comida aparece descrita sob a forma de uma relação de ingredientes e instruções de preparo – restando, portanto, ser imaginada pelo leitor (daí as infinitas leituras de uma mesma receita !), na tela da TV ela é plenamente materializada, nada restando para a imaginação além do que já é facultado pelos sentidos.

* * *

Dentre os deliciosos filmes arrolados por meus interlocutores virtuais se destacam O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e o amante; A festa de Babete; Tampopo; Os sabores do palácio; A 100 passos de um sonho; Vatel; Simplesmente Martha; Ratatouille; Volver; Julie & Julia; Lunchbox; Estômago; A comilança; Como água para chocolate; Comer, rezar, amar; Chef; Toast; Comer, beber, viver; Sem reservas; Como um chef; Pegando fogo; O sabor de uma paixão; Simplesmente Irresistível e Dieta Mediterrânea. Um talentoso chef, especializado em cine-banquetes (gênero de evento que merece tratamento à parte), diz já ter contabilizado 120 filmes sobre comida. Dentre eles, apenas um brasileiro: Estômago. Em cujo cine-banquete o dito chef ousou servir, como acepipe, coxinhas. O mesmo cozinheiro já dedicou um evento a Hannibal. No qual serviu miolos. Bovinos, é claro.

(quando relatei a um amigo espirituoso que um chef já realizara um cine-banquete sobre Hannibal, não logrei suscitar o espanto desejado. Ao contrário. Meu amigo disse que um banquete sobre o canibal era “fichinha”; queria ver é alguém conseguir realizar um sobre A Comilança…)

* * *

kitchen 1Em filmes, cozinhas são, na maioria das vezes, ambientes assépticos, com muito aço e ladrilhos brancos, por vezes com alguns tijolos à vista utilizados por cenógrafos para evocar construções mais antigas ou tradicionais. A contrastar com a economia visual  espartana da cozinha, há sempre, ao lado da mesma, o aconchego de um salão  cuidadosamente decorado.

restaurant 3

Enquanto cozinhas são velozes, salões são lentos. É como se cada prato, depois de percorrer velozmente uma série de bancadas de aço inox onde é preparado, montado e decorado por vários cozinheiros, passasse, a partir do instante em que atravessa a porta dupla automática (com janelas redondas, em forma de escotilha, a impedir que garçons eventualmente se choquem correndo entre a cozinha e o salão), a se movimentar lentamente. Salões também costumam ser retratados como mais silenciosos do que cozinhas.

Relações de poder são muito claras em dramas de cozinha, cujo organização, em grandes hotéis ou restaurantes, obedece invariavelmente a uma hierarquia muito clara, com muitos cozinheiros sob as ordens absolutas de um poderosíssimo chef, incensado por críticos (os deuses da gastronomia, segundo a elegante restauranteur em A 100 passos de um sonho), mantido por clientes e secundado por um leal e dedicado sous chef que deve ser, antes de tudo, também um admirador submisso do chef. Filmes como Pegando fogo, A 100 passos de um sonho e Ratatouille, entre outros, exploram a possibilidade um tanto óbvia de um par romântico entre chef e sous chef.

Além do crítico, do chef e do sous chef, outra figura essencial à toda trama culinária é a do cozinheiro invejoso, que tenha saído perdedor em algum conflito anterior com o chef em ascenção (em muitos filmes em busca de uma cobiçada nova estrela no guia Michelin) ou, por vezes, até um sabotador. Nestes casos, ratos e comida estragada plantados no restaurante são clichês.

* * *

Muito embora os telechefs tenham se popularizado desde os primórdios da televisão, é com a expansão dos sistemas de TV por assinatura que vivem seus dias de maior glória. A ponto de haver canais exclusivamente a eles dedicados, como, por exemplo, um que existe na Argentina transmitindo programas culinários 24 horas por dia.  Aqui mesmo já há programas de fôlego. Como o especializado Que seja doce, levado ao ar diariamente (o que não é pouco !) pelo canal GNT.

Ao contrário dos chefs vividos no cinema, que cozinham em frios e assépticos ambientes profissionais, telechefs pilotam aconchegantes cozinhas decoradas de modo a conotar espaços domésticos, do tipo que qualquer cozinheiro gostaria de ter em casa.

scenic kitchen 3scenic kitchen 2* * *

Cozinheiros e comilões, estariam perfeitamente bem servidos por filmes, telechefs e livros de receitas sem que precisassem ser violentamente bombardeados pela mais ignóbil e perversa mídia culinária jamais inventada, a saber, os reality shows de cozinha. Já foi dito que, neles, a comida é mero acessório. Nestes programas, narcisismo, competição predatória, autoritarismo exacerbado e bullying são moeda corrente. Os que envolvem crianças (que aparecem com o consentimento dos pais face à absoluta omissão do poder público) são particularmente indecentes. Face ao que se vê nestes programas, é perfeitamente compreensível (conquanto jamais justificável) que aconteçam coisas como, por exemplo, uma de suas protagonistas sendo alvo de ofensas pedófilas em redes sociais.

Como, no entanto, todo texto sobre comida deve permanecer, idealmente, leve (ou, com a licença da palavra, digesto…), devemos deixar os reality shows culinários provisoriamente de lado. Até por que os mesmos não podem ser vistos sem ser a luz do formato genérico a que pertencem e da patologia social a que estão associados.

 

 

De espectadores a participantes ou Que fim levaram os gênios ?

Bakhtin 1

Das tantas notícias que me capturaram a atenção nos últimos dias, nenhuma repercutiu tanto como a de que existem cerca de 800 engenheiros envolvidos no desenvolvimento da câmera do iPhone. Outra evidência de que a liderança da Apple no mercado de dispositivos eletrônicos deriva, principalmente, de um reconhecimento, por parte de seus gestores, de que toda excelência advém de um esforço coletivo. Ou team effort, como devem dizer.

A gênese e a natureza plural de todo conhecimento hoje resulta de uma evolução com períodos claramente definidos por dois marcos históricos, a saber, a invenção da imprensa e o surgimento da internet.

Antes de Gutenberg, todo conhecimento secular (salvo, portanto, aquele preservado em manuscritos herméticos) era transmitido oralmente, tendo, então, pouco ou nenhum sentido qualquer ideia de autoralidade. Aprendia-se dos antepassados, pouco importando, nas vezes em que palavras não fossem atribuídas a algum profeta, quem enunciara algo pela primeira vez.

Com a imprensa de tipos móveis há, pela primeira vez na história da civilização humana, a possibilidade de que um texto fixo, atribuído a um único autor, seja copiado sem alterações em quantidades maciças. Deste momento em diante, passa a importar quem teve palavras publicadas, ficando o mundo dividido entre autores e leitores. Este estado de coisas, que perdurará por cerca de meio milênio (até o surgimento da web), pode ser descrito como uma era de gênios e espectadores. Uma época em que o imaginário humano é dominado por insights de um punhado de criadores hegemonicamente reconhecidos. É a era de um Shakespeare, Einstein, Beethoven ou Freud. É abissal a distância entre o intelecto de um desses gigantes, designados como gênios, e o de homens comuns que lhes são contemporâneos. Para Mikhail Bakhtin (1895-1975), se trata do período de domínio do grande enunciado monológico.

Hoje, a disponibilidade cada vez maior da internet, tendendo ao universal, democratizou, de um modo sem qualquer precedente, o acesso aos meios de publicação. Se antes dela a circulação da palavra era controlada exclusivamente por poucos detentores de meios de comunicação, a visibilidade já não é mais um privilégio concedido a poucos por algum executivo, mas uma opção ao alcance de todos. Emblemático desta passagem, para um estado de autoria quase universal, é, por exemplo, a preferência dos mais novos por “canais” de videos pessoais (vlogs) em relação aos de TV aberta ou a cabo.

Convencionaremos, pois, chamar o períodos compreendidos entre a invenção da imprensa e o surgimento da internet e o que vem depois do último, respectivamente, de eras dos gênios e dos commons.

É inerente à noção de genialidade o fato de que ela é prontamente reconhecida em todo gênio por seus contemporâneos. Há, na obra de todo gênio, uma absoluta supremacia, de ordem técnica ou formal, em relação aos mais proeminentes de seus pares. Quando poucos eram reconhecidos como grandes autores (escritores, poetas, pintores, escultores, compositores…) suas obras estavam, tecnicamente, enormemente acima das possibilidades do homem comum, ainda que educado, contemporâneo.

Já foi muito bem dito que, após o advento da web, vivemos num período que pode ser designado como de autoria quase universal. Se antes a escrita era uma especialização exercida por poucos (escritores, jornalistas, juristas e afins), hoje qualquer um pode, em tese, enviar um SMS ou, pior, postar algo num grupo ou, pior ainda, site. Para o homem comum, a escrita passou da esfera íntima à pública. É claro que, para que isto acontecesse, foi necessária uma tremenda relativização da expectativa de qualidade em toda escrita. Quem são os gênios de hoje ? Não sabemos. Simplesmente por que há autores demais. E isto não é nada ruim. Apenas novo.

(mais tarde comentarei sobre a implicação do novo protocolo de commons sobre aquele que é um dos pilares da academicometria, a saber, o do pressuposto da primazia de enunciação)

Para que fosse possível haver mais autores, foi, antes, preciso que a autoria fosse também reconhecida a níveis menos olímpicos do que o dos gênios. Tal distensão das exigências da autoria se refletiu não só em certo empobrecimento da linguagem como, principalmente, no encurtamento das formas, de sorte que o óleo, o grande romance e a sinfonia deram lugar ao rabisco, à canção pop, ao post ou ao tweet. Ainda há lugar para gênios nesta algaravia ?