Por que há quem prefira o twitter ao facebook e vice-e-versa ?

Disclaimer: aviso a possíveis leitores que as ideias a seguir, ainda um tanto confusas (eu preferiria usar a palavra fuzzy, mas optei pelo idioma de Pessoa…), porquanto em estado ainda bastante embrionário. Noutras palavras, são tão novas quanto o fator que as desencadeou – a saber, uma queixa postada num blog, da qual falarei adiante. Rogo-lhes, então, paciência com as formas toscas do discurso – como, por exemplo, no final abrupto e incerto, como em tantas boas histórias.

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Quem ainda não parou para pensar por que escolhemos certas plataformas sociais em detrimento de outras ? Por que há quem prefira o twitter ao facebook e vice-e-versa ? Ou sobre o que faz alguém migrar de um plataforma para outra ? Como, por exemplo, jovens a se esquivar do “campo visual” de seus pais.

Ora, é claro que essa escolha passa necessariamente pelos principais diferenciais entre eles (o twitter e o face), a saber a reciprocidade (que tem tudo a ver com privacidade !) e a rastreabilidade.

Antes, no entanto, de prosseguir, precisamos deixar claro que twitter e facebook são plataformas (ambientes) – e não redes ! – nas quais se instauram, aí sim, as redes sociais. Assim, um ou outro “hospedam”, a seu modo particular, muitas redes, de tipologia bem definida.

A incompreensão, total ou parcial, de peculiaridades morfológicas e/ou funcionais destas redes levam facilmente a imbroglios como o da retrospectiva anual desenvolvida pelo facebook e apresentada by default a todos os seus usuários. O episódio repercutiu, num curto período de tempo, em sites de informação como o Guardian, a NPR ou o Huffington Post. Antes disso, eu e Luis Afonso (um ótimo cozinheiro e blogueiro que só conheço da esfera virtual (on the immense benefits of food porn !), já havíamos destilado algum ranço contra a “folhinha” do face (ou só eu acho a peça criada pelo facebook parecida com aqueles calendários que eram distribuídos (não sei se ainda são em tempos de imãs de gelade eira) por padarias & e afins.

Se preferir, no entanto, um relato menos filtrado, na primeira pessoa, confira o estopim da polêmica no blog do web designer Eric Meyer. Numa postagem intitulada Inadvertent Algorithmic Cruelty (algo como Crueldade Algorítmica Colateral), Eric se declara vítima involuntária do algoritmo do facebook ao ser confrontado com uma foto, na capa de um álbum, da filha que perdera meses atrás. Seu ponto é bem interessante, para muito além do impacto inerente ao tamanho da gafe. Em seu post, Meyer sustenta que o facebook deveria perguntar, antes de mostrar, se cada usuário gostaria de ver qualquer foto ou conteúdo relativo a seu último ano. Na onda de indignação que a mídia passou, então, a acompanhar, vieram à tona casos como, por exemplo, de alguém confrontado com a imagem de sua casa pegando fogo (sic !).

Mas vamos ainda mais fundo. A gafe dos executivos de Mark denota, primeiramente,  ignorância ou incompreensão acerca de um fato básico, namely, o de que nenhuma plataforma tem como predeterminar com exatidão a natureza específica de cada rede que nela se instala. Pois são totalmente distintas as conexões que se estabelecem em redes de vocação distinta tais como PLNs, de auto-estima, de agregação política ou de usos profissionais (publicidade, em alvos mais… focalizados !), entre outras, impossíveis de serem enumeradas, já que muitos tipos de redes ainda não foram descobertos.

Fascinante, não ? Mas retornemos, por hora, àquilo do que falávamos no início. De por que alguém prefere o twitter ao facebook e vice-e-versa. Dizíamos que uma das principais diferenças entre um e outro é a reciprocidade, i.e., enquanto no twitter qualquer pessoa pode “seguir” qualquer outra, no facebook todos precisam ser aceitos por amigos cuja “privacidade” passa ser, só então, auscultável. Disto decorre que o facebook favorece, por definição, muito mais do que o twitter, a instauração de bolhas discursivas, i.e., daquelas redes povoadas por likeminded people. Pela razão oposta, o twitter vem se estabelecendo como uma plataforma favorita entre jornalistas – pois só sua não-reciprocidade permite a verificação imediata de todo contraditório. É aquilo a que nos referimos como rastreabilidade e tem a ver com a validação da informação.

  • (talvez a leitura de um feed bruto do twitter até se assemelhe, para observadores mais distantes, à de um jornal, no qual precisamos buscar (filtrar) a informação que procuramos; enquanto o facebook mais se parece com uma revista que exibe, com predominância de imagens a texto, só o que queremos ver. É, grosso modo, como a diferença existente entre, de um lado, linguagens “de máquina”, ditas “de baixo nível”, altamente codificadas e dominadas quase que exclusivamente por programadores e, de outro lado, interfaces mais amigáveis)

A raiz do problema de algoritmos desastrosos como o da retrospectiva do facebook é, a nosso ver, a incerteza semântica sobre o que venha a ser uma “curtida” (ou, em inglês, um like). Ora, toda postagem se constitui, ao mesmo tempo, num enunciado e numa enunciação. Explico. O que é dito é diferente do ato de dizê-lo – podendo ter, portanto, sentidos distintos. Então, o ato de curtir qualquer postagem é ambíguo em relação a estarmos, com ele, manifestando apoio, simpatia ou solidariedade em relação ao que que curtimos ou, ao contrário, ao próprio ato do compartilhamento. A situação mais comum é quando não sabemos se curtimos ou não postagem referentes a fatos ou valores negativos. Ou alguém ainda não viu em seu timeline comentários do tipo “não sei se é ou não para curtir” ?

Desastres assim como o algoritmo acima só acontecem em razão de uma corrida comercial em busca da humanização, i.e., representada por uma maior amigabilidade (friendlyness), de cada meio.

Faz tempo que plataformas de compartilhamento maciças precisam, pela própria dimensão de seus bancos de dados, lidar com filtros automáticos para conteúdos indesejáveis. Enquanto reconhecimento de pessoas em fotos ou filtros para conteúdos pornográficos já são há muito disponíveis automaticamente (i.e., realizados por algoritmos), se espera que, dentro de poucos anos, seja possível a um algoritmo identificar, por exemplo, fotos de sujeitos bêbados. Não sei, no entanto, em que extensão conteúdos indesejáveis são hoje excluídos de plataformas já por meio algoritmos inteligentes ou ainda por meio de análise e interferência humana, tais como em casos de violação de direitos autorais.Só sei que quando algoritmos conseguirem detectar com precisão os últimos, veremos uma crise nos setores jurídicos da indústria editoral. Thus, the earlier it embraces the commons principle, the better.

  • (no filme The Social Network, aprendemos que a teia de Zuckerberg começou com um jogo de classificação de julgamentos humanos elementares como escolher mulheres mais bonitas em séries de escolhas binárias. Hoje, seus desenvolvedores são diariamente desafiados a criar mais coisas que queiramos ver. Tais como o pacote “O Ano de…”)

Mas falávamos, antes, de diferença em como diferentes sujeitos usam diferentes plataformas sociais. Falávamos, entre outras coisa, na variedade de critérios que podem ser usados para decidir o que compartilhamos ou não. Basicamente, podemos

  • compartilhar tudo ou a maioria daquilo que queremos ou com o que concordamos ou, ao contrário,
  • somente aquilo a que consigamos agregar significância.

No segundo caso, se trata mais da profundidade do que da extensão do que dizemos ao compartilhar algo. Já que não há, aqui, qualquer correlação obrigatória entre uma (profundidade) e outra (extensão), i.e., a qualidade de qualquer enunciado não depende de seu tamanho. Pois assim como há preâmbulos que são quase ensaios, há igualmente introduções lacônicas que ensejam mergulhos. Então, o que mais (me) Interessa é a reação que cada compartilhamento provoca.

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Um ótimo 2015 para todos os meus estimados (e diligentes – pois, na maioria das vezes, não facilito…) leitores !

* * *

P.S.: menos de 24 horas depois desta postagem, o Guardian publicou mais uma matéria sobre o Year in Review – importante, a nosso ver, por se tratar de uma (primeira ?) voz dissonante, a defender que o facebook não deveria ter pedido desculpas. As razões pelas quais, mesmo discordando, julgamos desnecessário contestá-la já foram suficientemente esmiuçadas no texto acima.

 

 

 

Da curadoria em gravadoras e na internet e do emprobrecimento das audiências

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Nos últimos dias, duas coisas que li na web, de índoles diametralmente opostas, me chamaram a atenção. Numa matéria que saiu no New York Times, um ex-proprietário de loja de discos reclamava da falta da atuação de executivos de gravadoras a dizer qual música, de toda a que se faz, deve ser produzido para consumo em massa. Já numa resenha publicada na Gazeta do Povo (Curitiba), o maestro Osvaldo Colarusso aponta justamente para a falta de critério artístico de alguns selos fonográficos.

O problema da indústria da música antes e depois da web é fascinante. Envolve, necessariamente, as ideias de broadcasting (tão cara à indústria cultural) e narrowcasting (inerente à web). Da curadoria por autoridade ou, ao contrário, por reconhecimento social; de conselhos ou comitês julgadores X processos de crowdsourcing. Ou casos emblemáticos como o de Valentina Lisitsa, a pianista que foi contratada pela Deutsche Gramophon não por ter vencido qualquer competição internacional mas, tão somente, por ser campeã absoluta, entre congêneres, de visualizações no YouTube. Por fim, não devemos esquecer que a atribuição de qualidade em música popular e erudita se dá, na maioria das vezes, por meios totalmente distintos (vale a pena estudar comparativamente a história de celebridades pop e “clássicas”; o próprio Lebrecht tem um excelente texto sobre os mitos de Elvis e Callas…).

Nutro alguma reserva em insistir neste tema em razão de certo bias que tenho em favor do imenso benefício do livre acesso aos meios de publicação moderados espontaneamente por mecanismos de curadoria social e, ao mesmo tempo, contra a ação excludente, praticamente predatória, de uma noção de produção fonográfica que seleciona, mediante critérios questionáveis, fatos artísticos para, depois de moldá-los a padrões adotados a partir de cuidadosas análises de mercado, promovê-los acima de quaisquer outros. Ao mesmo tempo, espero ter deixado claro que me refiro, aqui, a degêneros para consumo segmentado tais como o axé, o tchê, o pagode, o sertanejo universitário ou mesmo o new age – cuja hegemonia é predatória em relação à toda cultura popular. Pois, como dizia Bruno Kieffer, chamar o que gravadoras de seu tempo produziam de música popular era um caso escandaloso de estelionato semântico.

Além disso, é impossível analisar qualquer fenômeno artístico, notadamente a música, sem se levar em conta sua audiência (ou, em alguns casos, a ausência da mesma). Mas não estou interessado em observar a transição das audiências físicas, reunidas em platéias e balcões, para as dispersas, alcançáveis por meio de ondas de rádio. Até por que o processo, tão importante, já deve ter sido bem esmiuçada por estudiosos mais dedicados. O que mais me interessa, aqui, é a constatação de como se espera cada vez menos qualidade musical dos fatos artísticos desde que os meios de divulgação se universalizaram. O que quero dizer é que, desde que se tornou acessível a qualquer um publicar qualquer coisa, audiências vem se tornando cada vez menos exigentes (ou mais complacentes ou tolerantes) em relação ao limiar de competência musical que deve ser demonstrada para que alguém seja reconhecido como músico.

Explico. Dificilmente rappers (que detém, hoje, as maiores audiências) seriam reconhecidos como músicos segundo padrões do tempo, talvez, da invenção do pop (fato diretamente decorrente do surgimento das gravadoras (vide a história de George Martin, o “descobridor” dos Beatles…)). Pois a improvisação rítmica sobre versos rimados é, indiscutivelmente, musicalmente bem menos complexa do que qualquer composição envolvendo alturas (frequências) definidas expressando melodias e harmonias. Tenho que explicar melhor ? É bem mais fácil a qualquer indivíduo não treinado musicalmente (vulgo leigo) batucar um ritmo e proferir rimas do que entoar sons afinados. Melhor não consigo explicar.

Mas não escrevi tudo isto só para dizer que não gosto de rap (me submetendo, com isto, à sanha de uma comunidade cultural inteligente e bem articulada !) e sim para  deixar claro que objetos sonoros pertencentes a esta categoria não devem em hipótese alguma ser confundidos com música. Pertencem, isto sim, ao mundo das letras, sendo de maior ou menor valor de acordo com a estatura artística de seus autores. Então por que todo este ranço ? Tão somente para evidenciar uma desmusicalização, observável e quantificável, de audiências pulverizadas que, conquanto fruam de um universo de escolha bem maior do que o que tinham na era do rádio, ouvem, em redes sociais, majoritariamente, objetos cada vez mais rasos musicalmente.

Tal empobrecimento da expectativa das audiências em relação à proficiência autoral é, no entanto, ainda mais chocante se levarmos em conta que, dentre os vídeos mais acessados no YouTube, há muitas partidas de videogames jogadas por ditos gamers profissionais que, supostamente, vivem da publicidade vinculada a videos tutoriais em que jogam partidas revelando a seus seguidores (fandom é outro conceito importante, intraduzível, quando se fala de audiências…) dicas e estratégias. Seus canais em plataformas sociais são frequentados por adolescentes de todo o mundo, muitos dos quais cogitam até abandonar os estudos a fim de se tornarem jogadores profissionais. Para melhor vislumbrar o tamanho (e o caráter assustador !) da cultura de games entre jovens, basta conferir este impressionante (por que desvela uma cena real e atual bem pior do que as piores distopias já imaginadas na ficção) artigo da Mashable.

Por tudo isto, seria uma ótima ideia estudar a correlação entre a fragmentação e a desqualificação da atenção. Tão boa, aliás, que alguém já deve ter tido. Então, me notifiquem (links welcome !), por favor, se tiverem notícia de algo bom sobre o assunto.

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In praise of sharing

Escrever algo com mais do que dois ou três parágrafos – incompatível, portanto, com o discurso fragmentado das redes sociais – é uma das melhores coisas para se fazer num com computador sem conexão com a internet. E dentre as coisas que venho há algum tempo prometendo a mim mesmo esmiuçar está o compartilhamento. Ou, mais exatamente, de como ainda utilizamos mal recursos nem tão novos assim dos quais dispomos para compartilhar conhecimento. Só a escola e a academia, com seus critérios e métodos paleolíticos, merecem capítulos à parte. Mas não hoje.

Quanto mais navego na rede, mais formas e iniciativas de compartilhamento descubro.
Alguém já deve ter se dedicado a descrever o instigante campo das coleções – tendo chegado, portanto, à fácil constatação de que as mesmas se distinguem umas das outras por sua densidade, isto é, pela capacidade de que colecionadores, individuais ou institucionais, possam ou venham a amealhar, senão a totalidade, então ao menos a maioria dos itens pertencentes à classe colecionada. Deste modo, coleções integrais (como, por exemplo, as de obras de um autor ou dos selos de um país) tendem a ser mais densas do que aquelas constituídas por exemplares de objetos representativos de uma mesma categoria industrial tais como relógios, canetas ou automóveis.
A ideia de completude, absoluta ou relativa, de uma coleção é recorrente tanto no plano real como no da fantasia, como atestam, respectivamente, a Wikipedia ou a Biblioteca do Congresso norte-americano de um lado e lugares imaginados por Jorge Luis Borges de outro. Mas devo deixar, por hora, o tom ensaístico em favor do confessional. Até por que a enorme evolução de entendimentos sobre a propriedade intelectual face à nova concepção conectada do conhecimento vem merecendo bastante atenção por parte de algumas das mentes mais agudas de nosso tempo (Lessig, Shirky, you name it…) e, por isto, uma “visão de campo” minimamente abrangente seria por demais extensa. No mínimo bem maior do que o tamanho deste preguiçoso preguiçoso. Me perdoem, então, por hoje, a escassez de ilustrações e referências.

* * *

Por décadas venho me dedicando a manter uma coleção densa dos impressionantes registros sonoros deixados pelo trio de Bill Evans em sua curta mas tremendamente fértil carreira. Garimpando inicialmente LPs e CDs, praticamente completei minha coleção com arquivos baixados de blogs piratas que passei a frequentar tão logo descobri a web e nos quais costumo encontrar quase tudo o que procuro. Cabe acrescentar que esta cruzada é orientada pelas monumentais discografias disponíveis no Jazz Discography Project. Cabe, ainda, dizer que acabei entrando em algo chamado Torrent (que jamais tornei a usar !) exclusivamente para conseguir baixar a integral da última residência do trio de Bill Evans no Village Vanguard em junho 1980 (sim, lá mesmo onde o lendário trio fora fundado ca. vinte anos antes !). Depois disso, Evans, antes de morrer e já bastante debilitado, só voltou a se apresentar com seu trio por oito noites em um clube da Califórnia. Posto isto, dou por estabelecido o grande valor icônico das duas últimas coleções de apresentações do trio de Bill Evans.

Eis que, dia desses, fazendo hora não lembro para quê, transbordo de alegria ao me deparar, nas estantes da Livraria Cultura, justamente com a caixa de 8 CDs com tudo o que foi tocado na residência terminal do trio de Evans na California, i.e., as últimas apresentações públicas do pianista. Sucumbi de pronto.

Acontece que a conversa em redes sociais com outros colecionadores é uma das melhores coisas do colecionismo. Tanto isto é verdade que, chegando em casa, cutuquei amigos compartilhadores (o radialista responsável pelo melhor programa de jazz que conheço e o blogueiro mantenedor de um dos mais completos blogs piratas de música erudita (e algum jazz) em língua portuguesa) sobre a extravagância cometida. Foi quando outro amigo, músico, postou, no thread de comentários sobre minha nova aquisição, uma foto da caixa de seis discos com tudo o que fora tocado na última temporada de Evans no Vangua Vanguard em 1980 (que foi, por anos a fio, um de meus sonhos absolutos de consumo) com a sugestiva pergunta “ – Serve esta ? ”. Imediatamente, acordamos a pirataria cruzada dos discos e do material gráfico das duas caixas. Na entrega da segunda, recebemos, dele e de sua esposa, uma prazerosa visita na qual falamos, entre outras amenidades, de jazz e clarineta.

Por que esta história me comove ? Ora, certamente que não pela (substancial !) ecoonomia financeira que a transação pirata representou para cada um de seus participantes. Nem tampouco pelo fato de ter obtido, como mero fruto da interação em redes que designo, carinhosamente, como minhas PLNs (personal learning networks), algo que há muito procurava sem êxito no varejo (a abundância e a qualidade do virtual não são mais nenhuma novidade).

Se esta pequena história, da qual gosto de me gabar, tem algum valor, é principalmente por demonstrar, eloquentemente, a qualidade e os frutos de relações estabelecidas a partir do virtual que seriam simplesmente impensáveis em círculos e ações presenciais cotidianos. Com isto, me refiro à totalidade ou grande maioria dos ambientes de trabalho, educativos ou domésticos – que são, via de regra, dominados pela rasura intelectual inerente a todo broadcasting. Deu para entender ? Senão, outra hora eu desenho.

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